A Igreja Católica no México reunirá mais de 1.000 líderes de diversos setores para a segunda edição do Diálogo Nacional pela Paz, que será realizado de 30 de janeiro a 1 de fevereiro no campus da universidade jesuíta ITESO, em Guadalajara, estado de Jalisco.

Um comunicado da Conferência do Episcopado Mexicano (CEM) indicou que 1.370 pessoas participarão do evento, incluindo bispos, sacerdotes e leigos católicos; vítimas da violência, universitários, empresários, funcionários do governo, intelectuais, especialistas e pessoas de diferentes crenças religiosas.

O Diálogo Nacional pela Paz, além da CEM, é promovido pela Comissão Episcopal para os Leigos, pela Conferência dos Superiores Maiores das Ordens Religiosas no México e pelos Jesuítas do México.

O comunicado enfatizou que esta edição do Diálogo Nacional pela Paz não será simplesmente “um evento”, mas “o início de uma década decisiva para o México”.

A necessidade urgente deste diálogo ficou clara após o assassinato dos padres jesuítas Javier Campos e Joaquín Mora, que tentavam proteger o guia turístico Pedro Palma em Cerocahui, estado de Chihuahua, em junho de 2022.

De acordo com o comunicado, o incidente “somou-se a centenas de milhares de assassinatos e desaparecimentos no país [e] desencadeou o maior movimento de escuta na história recente do México: mais de mil fóruns em todo o território nacional que documentaram mais de 20.000 testemunhos de vítimas, comunidades indígenas, jovens, empresários, acadêmicos, igrejas e organizações civis”.

“Este processo deu origem à Agenda Nacional de Paz, a avaliação mais abrangente e participativa da crise de violência no México, que revelou extensos territórios onde o Estado já não governa e onde a violência se tornou a única lei”, explicou o comunicado.

Como parte do processo, a nota de imprensa destacou que os participantes enfatizaram que “sem verdade e justiça para as vítimas, não há paz para ninguém”.

“O México não está condenado à violência. A paz é possível, é mensurável e deve começar hoje”, afirmou a CEM.