Primeira Leitura: 1 Reis 10,1-10

A rainha de Sabá, impressionada pela fama da sabedoria de Salomão, viaja até Jerusalém para o testar com enigmas. Ao presenciar a sua sabedoria, a organização do seu reino e a grandeza das suas obras, fica maravilhada. Ela reconhece que a realidade supera em muito os relatos que ouvira e bendiz a Deus por ter colocado um rei tão sábio e justo à frente de Israel. A sua visita culmina com ricos presentes de ouro, aromas e pedras preciosas.

Evangelho: Marcos 7,14-23

Jesus ensina uma multidão sobre a verdadeira origem da impureza. Ele declara: “Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior”. Mais tarde, em privado, explica aos discípulos que os alimentos, que entram no corpo e são expelidos, não têm poder para contaminar o espírito. A verdadeira impureza, afirma, brota do coração humano: “Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

Reflexão: A Fronteira entre o Bem e o Mal

O ensinamento de Jesus revoluciona a compreensão da santidade. Não são as regras externas ou os rituais que definem a pureza de uma pessoa, mas a condição do seu coração. As ações são a expressão visível das escolhas e intenções já feitas no interior. Como refletiu o Papa Francisco, “a fronteira entre o bem e o mal não passa fora de nós mas, ao contrário, dentro”.

Esta passagem convida-nos a um exame de consciência profundo: Onde está o nosso tesouro? Em que colocamos o nosso coração? Um coração que tem Jesus como seu maior tesouro naturalmente produzirá frutos de amor, misericórdia e sinceridade. A conversão autêntica começa com a purificação do coração. Sem esta transformação interior, mesmo as ações mais piedosas podem tornar-se gestos vazios ou ambíguos. A verdadeira vida cristã flui de um coração renovado, do qual brotam mãos que servem e lábios que falam palavras de perdão e amor genuíno.