Com os playoffs da Copa do Mundo FIFA 2026 como pano de fundo, Dom Ramón Castro Castro, bispo de Cuernavaca e presidente da Conferência Episcopal Mexicana, convocou os católicos a trabalharem juntos, afirmando que na Igreja, “temos Jesus Cristo como nosso capitão”.

Em sua homilia durante a Missa no domingo, 14 de junho, na Catedral de Cuernavaca, Dom Castro lembrou que a Copa do Mundo “é um evento que nos lembra que nenhum campeonato é conquistado sozinho”.

“Por mais excelentes que sejam os jogadores de futebol, eles não podem ter sucesso sozinhos. É necessário trabalho em equipe, além de disciplina, esforço constante, obediência às regras e confiança mútua.”

No âmbito esportivo, ele disse que “temos um exemplo para a Igreja: Estamos disputando a maior partida da história, temos Jesus Cristo como nosso capitão, e devemos trabalhar juntos e confiar uns nos outros, sabendo sobretudo que o Espírito Santo está entre nós, fortalecendo, encorajando e nos transformando”.

A Copa do Mundo FIFA está sendo sediada este ano por México, Estados Unidos e Canadá, de 11 de junho a 19 de julho. Treze das partidas estão programadas para serem realizadas nas cidades mexicanas da Cidade do México, Monterrey e Guadalajara.

‘Cristo vê a dor oculta das pessoas’

Em sua homilia, Dom Castro também destacou que “Cristo vê a dor oculta das pessoas; Cristo vê as feridas da nossa história pessoal e das nossas famílias”.

O Senhor, continuou ele, “vê a solidão dos idosos, vê a incerteza de muitos jovens, vê a angústia daqueles que não encontram sentido em suas vidas, o sofrimento dos mais pobres; vê as vítimas da violência, vê aqueles que perderam a esperança”.

“Essa compaixão inclui tudo isso e mais, porque somos Seu tesouro especial”, enfatizou.

O povo mexicano, lamentou ele, está “cansado e desanimado” devido à “violência, insegurança, extorsão, corrupção, desconfiança na sociedade, ruptura familiar e indiferença religiosa”.

“Deus vê isso, sente e, podemos dizer, sofre porque nos ama, porque vê Seu tesouro ferido; Ele olha para essas realidades e não as olha de longe, mas as contempla com Seu amor e misericórdia, e Seu coração sente compaixão por tudo isso”, observou.

Nesse contexto, Dom Castro afirmou que “Deus nunca se cansa de nós, nunca; certamente não se resigna às nossas feridas e pecados” e “nunca cessa de amar o Seu povo”.

‘Há uma tremenda fome espiritual’

O prelado mexicano destacou que “Deus sabe que há uma enorme necessidade de trabalhadores em Sua vinha”, pois “há uma tremenda fome espiritual; o vazio do coração e essa fome permanecem intensos”.

“Há tantas pessoas que vivem sem fé ou aparentam viver sem fé, mas bem no fundo de seus corações, continuam buscando o sentido de suas vidas, continuam buscando esperança e continuam buscando amor”, observou.

“Quando Jesus diz que faltam trabalhadores, Ele não está se referindo apenas a padres e religiosos — não”, esclareceu Dom Castro, pois “também precisamos de leigos comprometidos, jovens generosos que respondam; precisamos de famílias santas, precisamos de catequistas convictos, precisamos de leigos que amem a sua Igreja”.

Refletindo sobre o chamado dos Doze Apóstolos, o bispo de Cuernavaca observou que Jesus “não escolheu as pessoas mais perfeitas”; ao contrário, eram “pessoas muito simples, pescadores simples, homens corajosos e impulsivos, pessoas com temperamentos muito difíceis, e até mesmo um traidor”.

“Às vezes pensamos que Deus escolhe apenas os santos para servi-Lo”, disse o bispo, mas “o Evangelho nos diz outra coisa: Deus chama pessoas frágeis para transformá-las em instrumentos de Sua graça”.

Esta história foi publicada originalmente pela ACI Prensa, serviço irmão em espanhol da EWTN News. Foi traduzida e adaptada pelo EWTN News English.