Primeira Leitura (2 Reis 11,1-4.9-18.20)
Naqueles dias, quando Atália, mãe de Ocozias, soube da morte do filho, exterminou toda a família real. Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou Joás, filho do rei, e o escondeu, com sua ama, no templo do Senhor por seis anos, enquanto Atália reinava. No sétimo ano, o sacerdote Joiada convocou os centuriões, mostrou-lhes o herdeiro e, com um pacto no templo, armou os guardas. Joiada apresentou Joás, cingiu-o com o diadema e entregou o documento da Aliança, proclamando-o rei. O povo aclamou: ‘Viva o rei!’ Atália, ouvindo os gritos, veio ao templo e, vendo o rei, gritou: ‘Traição!’ Joiada ordenou que a levassem para fora do templo, e ela foi morta no palácio. Em seguida, Joiada fez uma aliança entre o Senhor, o rei e o povo, e todos demoliram o templo de Baal, matando seu sacerdote. A cidade manteve-se em paz.
Evangelho (Mateus 6,19-23)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: ‘Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se o teu olho está doente, todo o teu corpo estará em trevas. Ora, se a luz que existe em ti são trevas, quão grandes serão as trevas!’
Reflexão do Papa Leão XIV
O evangelista Mateus convida-nos a refletir sobre a importância do coração, citando a frase de Jesus: ‘Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração’ (Mt 6,21). O verdadeiro tesouro não está nos cofres da terra nem nos investimentos financeiros, mas no coração. O Papa Leão XIV, na Audiência Geral de 17 de dezembro de 2025, recordou as palavras de Santo Agostinho: ‘Senhor, criaste-nos para ti e o nosso coração está inquieto, enquanto não descansar em ti’ (Confissões I,1,1). Essa inquietação é sinal de que nosso coração busca seu destino último: o amor de Deus, que nos preenche plenamente. Leia mais no Vaticano News.