Na liturgia de hoje, somos convidados a refletir sobre duas realidades complementares: a esperança na vinda do Senhor e a nossa responsabilidade diante das realidades terrenas. A leitura da Segunda Carta de São Pedro nos exorta a aguardar com ânsia o “Dia de Deus”, quando os céus e a terra serão renovados. Vivendo nesta esperança, somos chamados a uma vida pura e sem mancha, crescendo na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.
No Evangelho de Marcos, Jesus é confrontado por fariseus e herodianos a respeito do pagamento de impostos a César. Com sua sabedoria divina, Ele nos ensina a distinguir as esferas: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mc 12,17). Esta passagem nos lembra que, embora vivamos no mundo e tenhamos compromissos civis, nossa pertença fundamental é a Deus.
O Papa Francisco, no Angelus de 22 de outubro de 2017, aprofundou esta mensagem, destacando que o cristão é chamado a comprometer-se concretamente nas realidades humanas e sociais, sem opor Deus a César. Não se trata de uma fuga do mundo, mas de iluminar as realidades terrenas com a luz que vem de Deus. A esperança no futuro de Deus nos capacita a viver o presente com coragem e plenitude.