Na liturgia de hoje, a Primeira Leitura (Jeremias 13,1-11) nos apresenta um gesto profético: Deus pede a Jeremias que compre um cinto de linho e o coloque na cintura, mas sem deixá-lo molhar. Em seguida, ordena que o esconda no Eufrates, onde o cinto apodrece. Essa imagem simboliza a relação de Deus com seu povo: tão unidos quanto um cinto à cintura. Porém, a soberba e a infidelidade de Judá e Jerusalém levaram à decomposição dessa aliança. É um chamado à conversão e à escuta da Palavra.

O Evangelho de Mateus (13,31-35) nos traz duas parábolas do Reino dos Céus: a do grão de mostarda, que da menor semente se torna a maior das plantas, e a do fermento, que leveda toda a massa. Jesus ensina que o Reino cresce na humildade e no silêncio, transformando o mundo de dentro para fora. Ele fala em parábolas para revelar verdades escondidas desde a criação, cumprindo a profecia de Salmos 78,2.

Em sua Audiência Geral de 28 de novembro de 2012, o Papa Bento XVI refletiu que falar de Deus exige familiaridade com Jesus e seu Evangelho, num método de humildade, como o grão de mostarda. É preciso não temer a simplicidade e confiar no fermento que age lentamente. A Boa Notícia é de um Deus real, Amor que se fez próximo na Cruz e na Ressurreição, abrindo-nos para a vida eterna.

Que possamos, neste dia, deixar-nos transformar pela Palavra, permitindo que o Reino cresça em nós como o grão que se torna árvore e o fermento que fermenta toda a massa.