Leitura da Profecia de Zacarias 2,14-17
‘Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti. O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação.’
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 11,28-30
Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: ‘Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.’
O convite do Senhor é surpreendente: chama a segui-lo pessoas simples e oprimidas por uma vida difícil, chama a segui-lo pessoas com tantas necessidades, prometendo-lhes que nele encontrarão repouso e alívio. (…) Trata-se de quantos não podem contar com os próprios meios, nem com amizades importantes. Eles podem confiar só em Deus. Conscientes da sua condição humilde e miserável, sabem que dependem da misericórdia do Senhor e dele esperam a única ajuda possível. No convite de Jesus finalmente encontram resposta à sua expectativa: tornando-se seus discípulos recebem a promessa de encontrar alívio para toda a sua vida. (…) O fardo dos pobres e oprimidos é o mesmo jugo que Ele carregou antes deles: por isso é suave. Ele carregou nos ombros as dores e os pecados da humanidade inteira. Para o discípulo, portanto, carregar o jugo de Jesus significa receber a sua revelação e aceitá-la: nele a misericórdia de Deus assumiu a pobreza do homem, oferecendo assim a todos a possibilidade da salvação. (…) O Senhor ensina-nos a não ter medo de o seguir, porque a esperança que temos nele não será desiludida. Assim, somos chamados a aprender dele o que significa viver de misericórdia para sermos instrumentos de compaixão. (Papa Francisco, Audiência Geral de 14 de setembro de 2016)