Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade do México
Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade do México, México. | Crédito: Eduardo Berdejo/ACI Prensa

A Igreja Católica no México vai reunir mais de 1.300 líderes de diversos sectores da sociedade para a segunda edição do Diálogo Nacional pela Paz, que terá lugar de 30 de janeiro a 1 de fevereiro no campus da universidade jesuíta ITESO, em Guadalajara, estado de Jalisco.

Num comunicado, a Conferência do Episcopado Mexicano (CEM) indicou que participarão no evento 1.370 pessoas, incluindo bispos, sacerdotes e leigos católicos, vítimas da violência, estudantes universitários, empresários, funcionários governamentais, intelectuais, especialistas e pessoas de diferentes confissões religiosas.

O Diálogo Nacional pela Paz é uma iniciativa promovida pela CEM, pela Comissão Episcopal para os Leigos, pela Conferência dos Superiores Maiores das Ordens Religiosas no México e pelos Jesuítas do México.

O comunicado sublinhou que esta edição não será apenas “um evento”, mas sim “o início de uma década decisiva para o México”. A necessidade urgente deste diálogo tornou-se evidente após o assassinato dos sacerdotes jesuítas Javier Campos e Joaquín Mora, que tentavam proteger o guia turístico Pedro Palma em Cerocahui, estado de Chihuahua, em junho de 2022.

Segundo a nota, este incidente “juntou-se a centenas de milhares de assassinatos e desaparecimentos no país e desencadeou o maior movimento de escuta da história recente do México: mais de mil fóruns em todo o território nacional que documentaram mais de 20.000 testemunhos de vítimas, comunidades indígenas, jovens, empresários, académicos, igrejas e organizações da sociedade civil”.

“Este processo deu origem à Agenda Nacional de Paz, a avaliação mais abrangente e participativa da crise de violência no México, que revelou extensos territórios onde o Estado já não governa e onde a violência se tornou a única lei”, explicou a CEM.

Os participantes no processo enfatizaram que “sem verdade e justiça para as vítimas, não há paz para ninguém”. A conferência episcopal afirmou com convicção: “O México não está condenado à violência. A paz é possível, é mensurável e deve começar hoje”.